segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O ESPIRITO DO TEMPO

INTRODUÇÃO



Os velhos apelos ao perconceito racial, sexual, religioso, ao fervor nacionalista raivoso, estão começando a falhar.

A questão de quem eu sou, se eu sou bom ou mau, bem sucedido ou não, tudo isso se aprende pelo caminho.

Isto é apena um passeio. Nós podemos mudá-lo quando quizermos!

È apenas uma escolha. Sem trabalho, sem esforço, sem emprego, sem dinheiro.

Eu percebi que estava errado em muitas coisas.

A idéia era descobrir o que eu já, afinal era.


"Veremos, o quão importante é trazer para a mente humana a revolução radical.
Esta crise é uma crise de consciencia, uma crise que não pode mais suportar as velhas normas, os velhos padrões, as antigas tradições.
E considerando o que o mundo é hoje, com toda a sua miséia, conflito, brutalidade destrutiva, agressão e assim por diante... o homem ainda é o que era dantes, ainda é bruto, violento, competitivo, acumulador e agressivo.
O homem construiu as suas sociedades nestes termos."



ZEITGEIST
" Não é demonstração de saude ser bem ajustado numa sociedade profundamente demente"
A sociedade hoje, é formada por varias instituições.
Instituições politicas, instituições religiosas, instituições legais, instituições de caracter social e familiar e tambem instituições de especialização proficional.
É obvia a profunda influencia que essas estruturas tradicionalizadas possuem sobre a formação das nossas compreensões e prespectivas.
Entretanto, de todas as instituições sociais nas quais nascemos, que nos guiam e condicionam, parece não haver nenhum sistema tão substimado e mal compreendido, como o sistema monetário.
Tomando proporções quase religiosas, a instituição monetária establecida existe como uma das formas mais incontestadas de fé que o homem jamais criou.
Como o dinheiro é criado, as politicas que o governam e como ele realmente afecta a sociedade, são assuntos desconhecidos da maioria da população.
Num mundo em que 1% da população possue 40% da riqueza do planeta, num mundo em que 34000 crianças morrem diariamente de pobreza e de doenças evitáveis e onde 50% da população vive com menos de 2USD por dia uma coisa é clara:
Alguma coisa está muito mal.
Estejamos cientes disso ou não, o sangue nas veias de todas as nossas instituições establecidas, e portanto na sociedade em si, é dinheiro.
Logo entender a intituição politica e monetária é essencial para entender como as vidas de todos nós são como são.
Infelizmente economia e finanças são assuntos vistos como entediantes e confusos.
Sequencias infinitas de mumeros, termos financeiros e calculos intimidadores fazem as pessoas rapidamente parar de tentar entendê-las.
No entanto, o facto é que a complexidade normalmente associada ao sistema financeiro é uma mascara criada para ocultar uma das estructuras mais socialmente estagnadas que a humanidade já tolerou.
I


" Ninguem é mais escravo do que aquele que falsamente se acredita livre"
Johann wolfgang Van Goethe



Alguns anos atrás o banco central dos estados unidos, a Reseva Federal criou um documento chamado "Mecanica Monetária Moderna", esta publicação detalhava a pratica intitucionalizada da criação de dinheiro como é utilizada pela Reserva Federal e a rede global de bancos comerciais que ele sustenta.
Na página de abertura o documento afirma o seu objectivo:
"O objectivo deste livreto é descrever o processo básico de criação de dinheiro num sistema bancário de reservas fracçionadas."
O documento descreve então o referido processo através de terminologia bancária diversa, cuja tradução seria algo como isto:

Digamos que o governo do EUA decide que precisa de dinheiro, então telefona para a Reserva Federal e pede digamos 10 biliões de dolares.
A RF responde : Ok, mandem-nos então 10 biliões em titulos do tesouro para fazermos a transacção.
O governo pega então em alguns papeis, imprime alguns simbolos para que sejam considerados oficiais e poderem ser chamados de titulos do tesouro, atribui-lhe o valor de 10 bilioes de dolares e envia os para a reserva federal.
Em troca o pessoal da RF imprime uma quantidade de papeis deles próprios, só que desta vez com o nome de notas da reserva federal, tambem atribuindo um valor de 10 biliões a esses papeis.
A RF pega nas notas e troca pelos titulos do tesouro.
Uma vez feita a transacção o governo pega no dinheiro e deposita-o numa conta bancária, com este deposito as notas de papel passam oficialmente a ter valor de moeda, adicionando 10 biliões ao sistema financeiro.

E ai está, foram criados 10 biliões em dinheiro novinho em folha.

Claro que este exemplo é uma generalização, pois na realidade esta transacção seria processada electronicamente sem nenhum uso de papel.
Na verdade apenas 3% do suprimento monetário dos estados unidos existe fisicamente.
Os outros 97% existem apenas nos computadores.

Então os titulos do tesouro são por defenição instrumentos de divida, e quando a RF compra esses titulos com dinheiro basicamente criado do nada, o governo está na verdade prometendo devolver esse dinheiro a RF.
Por outras palavras, o dinheiro foi criado a partir de uma divida.

Este paradoxo estarrecedor de como o dinheiro ou o valor podem ser criados a partir de dividas ou uma responsabilidade, ficará mais claro a medida que continuamos este exercicio.


Ok, foram então criados 10 biliões de dolares que estão agora depositados numa conta bancária comercial.
Agora é que a coisa começa a ficar realmente interessante, reparem.
Com base na prática de reservas fracçionadas, esse deposito de 10 biliões de dolares torna-se imediatamente parte das reservas do banco como qualquer deposito.
No que se refere as exigencias de reservas, e como está referido no livreto "Moderna Mecanica Monetária" um banco deve manter reservas legalmente exigidas equivalentesa uma percentagem defenida dos seus depositos. Isto esta devidamente quantificado quando se afirma que : "Pelas normas vigentes a reserva exigida para a maioria das contas correntes é de 10%."
Assim dos 10 biliões depositados, ou 1 bilião é guardado como reserva exigida, enquanto os outros 9 biliões são considerados como reserva excedentária e podem ser usados como base para novos emprestimos.

Ok, o logico seria presumir que esses 9 biliões estão litralmente saindo do deposito inicial de 10 biliões, porem não é esse o caso, o que realmente acontece é que os 9 biliões são novamente criados do nada, com base no deposito inicial de 10 biliões.

É desta maneira que a massa monetária se vai expandindo.

Como o afirmado no "Mecanica Monetária Moderna", naturalmente eles, (os bancos) não saldam os emprestimos com dinheiro que recebem dos depositos, se isso fosse feito nenhum dinheiro adicional seria criado, o que eles fazem, ao realizar empréstimos é aceitar um contrato assinado pelo devedor onde este se compromete a pagar o emprestimo (dinheiro) concedido pelo banco.

Desta maneira 9 biliões podem ser criados do nada simplesmente porque existe uma demanda por tal empréstimo e porque existe um deposito de 10 biliões de dolares que atende as exigencias de reserva.

Bem vamos assumir que alguem entra no banco e pede emprestados esses 9 biliões recentemente disponibilizados.
Quem pede provavelmente vai pegar nesse dinheiro e deposita-lo na sua própria conta bancária. O processo então repete-se, já que esse deposito se torna então parte das reservas do banco, 10% é isolado e em seguida 90% dos 9 biliões, ou seja 8.1biliões torna-se dinheiro recem criado e desponivel para mais empréstimos, e é claro esses 8.1 biliões podem ser emprestados e redepositados criando mais 7.2 biliões, mais 6.5 biliões, mais 5.9 biliões etc. etc.

Este ciclo de criação de dinheiro pode tornar-se tecnicamente infinito.
O calculo medio é de que cerca 90 biliões podem ser criados a partir dos 10 biliões iniciais.
Por outras palavras, por cada deposito que é feito no sistema bancário pode criar-se 9 vezes esse valor a partir do nada.


Bom agora que já sabemos como o dinheiro é criado por esse sistema de reservas fracçionadas, pode ocorrer-nos uma pergunta logica ainda mais desconcertante:

O que é que dá valor a esse dinheiro recem criado?
A resposta é : O dinheiro que já existe.
O dinheiro novo tira valor a massa monetária que já existe, já que o montante total de dinheiro está aumentando independentemente da procura por bens e serviços, e como a oferta e a procura definem o equilibrio, os preços sobem reduzindo o poder de compra de cada dolar.

Isto é geralmente chamado de inflacção e a inflacção é basicamente um imposto oculto cobrado as pessoas.


Os banqueiros não dizem "Depreciem a moeda"
Os banqueiros não dizem "Desvalorizem a moeda"
Eles não dizem "Enganem quem já esta garantido", eles dizem "reduzam as taxas de juro".
Mas a verdadeira fraude ocorre quando se distorce o valor do dinheiro, quando criamos dinheiro do nada, e não temos poupanças.
Portanto a pergunta que fica é: Como é que podemos esperar resolver o problema da inflacção, ou seja, o aumento da oferta de dinheiro, com mais inflacção?

A resposta claro é: Não podemos.

O sistema de reservas fracçionadas para expansão monetária é inflácionário por si só, uma vez que o acto de aumentar a oferta de dinheiro sem que haja uma expansão proporcional de bens e serviços na economia vai sempre depreciar a moeda. De facto, uma rápida analise dos valores históricos do dolar americano em comparação com a injecção de moeda reflete claramente esta questão, já a relação inversa é obvia.
Um dolar em 1913 valia o equivalente a 21.60 dolares em 2007, se fizermos as contas veremos que temos uma desvalorização de 96% desde que a Reserva Federal passou a existir.

Se esta realidade da inflacção inerente e perpetua parece absurda e economicamente auto-destrutiva, espere um pouco pois absurdo é pouco para defenir como o nosso sistema financeiro realmente opera.
No nosso sistema financeiro dinheiro é divida, e divida é dinheiro.
Se analizarmos um gráfico da injecção de dinheiro por parte dos EUA entre 1950 e 2006 e um gráfico do debito dos EUA no mesmo periodo, veremos que a tendencia é virtualmente a mesma, pois quanto mais dinheiro existe... mais divida existe, e quanto mais divida mais dinheiro.

Colocando isto de outro modo, cada euro na nossa carteira é devido por alguem a outra pessoa.
Lembremo-nos a unica maneira de o dinheiro passar a existir é através de empréstimos.
Logo se todos no mundo pudessem pagar as suas dividas, incluindo os governos, não haveria moeda em circulação.

De facto nos estados unidos a ultima vez em todas as dividas foram pagas foi em 1835, depois do presidente Andrew Jackson fechar o banco central anterior á reserva federal, com efeito, toda a politica de Jackson girava essencialmente em torno do compromisso de fechar o banco central.

O presidente americano disse na altura:
"Os grandes esforços feitos pelo banco actual para controlar o governo, são apenas premonições do destino que aguarda o povo americano, caso sejamos induzidos à perpetuação dessa instituição, ou à criação de outra dos mesmo genero."

Infelizmente a mensagem teve vida curta, e os banqueiros internacionais conseguiram em 1913 instalar um novo banco central, a Reserva Federal, e enquanto esta instituição existir o endividamento perpétuo é inevitavel.

Bem até agora análizamos o facto real de que o dinheiro é criado de dividas a partir de empréstimos.
Estes empréstimos são baseados nas reservas de um banco, reservas originadas por depositos e inflacçionadas atravês do sistema de reservas fracçionadas.

Como vimos o sistema pode criar nove vezes o seu valor original. Por sua vez, a depreciação do dinheiro em ciculação eleva os preços ao consumidor, e como todo este dinheiro é criado a partir de dividas e circula eleatóriamente atravês do comércio, as pessoas acabam distanciadas da divida original.
Existe um desiquilibrio, quando as pessoas são forçadas a competir por empregos a fim de obter dinheiro suficiente do suprimento monetário, para cubrir o seu custo de vida.
Por mais defeituoso e distorcido que isto pareça, ainda falta um elemento que não foi incluido na equação, e é esse elemento da estrutura que revela a natureza fraudulenta inerente ao sistema:

O pagamento de Juros.


Quando o governo dos EUA pede dinheiro emprestado à RF , ou quando uma pessoa pede dinheiro emprestado a um banco, esse dinheiro tem de ser devolvido com juros pesados.
Noutras palavras, todo o dinheiro que existe devem ser um dia devolvidos a um banco com o pagamento de juros embutidos.

Bem, mas se todo o dinheiro é emprestado pelo banco central e expandido pelos bancos comerciais atravês de empréstimos, sómentente o que chamamos de "principal" está sendo criado no suprimento de dinheiro.
Então onde está o dinheiro para cobrir os juros que são cobrados?
Em lado nenhum!
Ele não existe, pura e simplesmente.

As ramificações disto são inacreditáveis, pois a quantia de dinheiro devida aos bancos será sempre maior do que a quantia em circulação.
É por isso que a inflacção é uma constante na economia, pois dinheiro novo é sempre necessário na economia para ajudar o déficit embutido no sistema causado pela necessidade do pagamento de juros.
O que isto tambem significa é que matematicamente as falencias e as bancarrotas, são litralmente parte do sistema e inevitaveis, como inevitavel é tambem que sejam os mais desfavorecidos das nossas sociedades a sofrer mais quando essas situações acontecem.

Uma analogia que poderiamos fazer seria entre dança das cadeiras e o nosso sistema financeiro actual:
De cada vez que a musica pára, alguem fica de fora. E é essa precisamente a idéia.
As riquezas verdadeiras são invariavelmente transferidas das pessoas para os bancos, pois se você não poder pagar a sua divida eles ficarão com a sua propriedade.
Isto é particularmente revoltante quando se percebe que não só que as falencias são inevitáveis devido á prática das reservas fracçionadas, mas tambem que o dinheiro que o banco lhe emprestou nunca chegou a existir.
Infelizmente estas práticas são ignoradas pela maior parte da população o que pertétua a transferencia de riqueza e de dividas.

Mas há uma pergunta que devemos fazer para entendermos o sistema:

Porquê?

Durante a guerra civil norte americana, o presidente Lincoln rejeitou os empréstimos com altos juros oferecidos pelos bancos europeus, e decidiu fazer o que os pais fundadores defendiam, criar uma moeda independente e livre de divida, foi chamada de "Grenback".
Pouco depois de esta medida ser tomada, um documento interno circulou entre bancos ingleses e americanos, dizendo:
"A escravidão é simplesmente a posse de mão de obra e exige cuidar dos trabalhadores, o plano europeu, é que o capital controle os trabalhadores controlando os salários, e isto pode ser feito controlando o dinheiro. O Greenback seria indesejavel pois não poderia ser controlado.
A politica de reservas fracçionadas praticada pelos bancos a nivel mundial, é na verdade um moderno sistema de escravidão.
Pensem nisto, o dinheiro é criado a partir de dividas, e que fazem as pessoas quando teem dividas?
Submetem-se ao trabalho para poder paga-las, mas se o dinheiro só pode ser criado a partir de emprestimos, como é que a sociedade vai ficar livre de dividas algum dia?
Não pode, e essa é a questão.
E é o medo da perda, juntamente com a luta por nos mantermos, que faz com que fiquemos com dividas perpétuas e inflacção como parte do sistema, juntamente com a escassez inevitavel caractristica da oferta de dinheiro criada pelos juros que nunca poderão ser pagos, que mantem o escravo do salário na linha, correndo sem sair do lugar com milhóes de outros, efectivamente fortalecendo o sistema que só beneficia a elite no topo da piramide.
No final de contas para quem é que nós realmentes trabalhamos ?
Para os bancos!
O dinheiro é criado no banco e acaba invariavelmente por regressar ao banco, eles são os verdadeiros senhores, juntamente com as corporações e os governos que as apoiam.
A escravidão fisica exige comida e habitação para os trabalhadores, a escravidão economica exige que as pessoas consigam a sua própria comida e habitação, este é um dos engodos mais engenhosos para manipulação social jámais criados e na sua essencia está em guerra invisivel contra a população .
A divida é a arma utilizada para conquistar e escravizar as sociedades, e os juros são a sua principal munição.
E enquanto a maioria de nós anda por ai sem ter idéia desta realidade, os bancos, associados aos governos e as corporações continuam a aperfeiçoar e a expandir as suas táticas de guerra economica, implantando novas bases tal como o Banco Mundial e o Fundo Munetário Internacional, enquanto inventavam um novo tipo de soldado:

O Mercenário Económico.

Fim da parte I


(Continua)